A Cultura do Cuidado

O termo Cultura do Cuidado foi inicialmente empregado pelo Papa Francisco na Encíclica Laudato Sí: “o amor social impele-nos a pensar em grandes estratégias que detenham eficazmente a degradação ambiental e incentivem uma cultura do cuidado que permeie toda a sociedade” (n. 231).

Nos últimos anos, vem ganhando espaço e significado ampliado na Igreja. Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, em janeiro de 2021, o Santo Padre esclareceu novamente: “O conceito de pessoa, que surgiu e amadureceu no cristianismo, ajuda a promover um desenvolvimento plenamente humano. Porque a pessoa exige sempre a relação e não o individualismo, afirma a inclusão e não a exclusão, a dignidade singular, inviolável e não a exploração”.

No Colégio Santo Inácio, há mais de 100 anos, temos adotado práticas e iniciativas que visam a este cuidado. E, como parte da Igreja e da Companhia de Jesus, sabemos que, mais do que viver, precisamos promover essa ideia.

Cultura do Cuidado na prática

No conceito de Cultura do Cuidado estão incluídos:

  • todos os projetos pedagógicos voltados para a formação integral de nossos estudantes do Diurno e do Noturno, como Abrindo o Coração, Mentoria, Projeto de Vida, Grupos de Liderança e também atividades de orientação profissional;
  • as iniciativas da Formação Cristã, como voluntariado, retiros e programas voltados para colaboradores, famílias e antigos alunos;
  • o programa de formação continuada dos nossos colaboradores;
  • a adoção e prática da Política de Proteção aos Direitos da Criança e do Adolescente proposta pela Rede Jesuíta de Educação (RJE);
  • a revisão do modelo de governança e das práticas de gestão de ética e compliance do nosso Colégio;
  • a formação e as práticas de diálogo atencioso entre alunos, famílias, colaboradores e antigos alunos, que visam à escuta ativa e à troca fortalecendo o sentido de comunidade
  • Essas e outras iniciativas estão profundamente identificadas com a perspectiva que nos propõe a Igreja hoje.

    “Toda a pessoa humana é fim em si mesma, e nunca um mero instrumento a ser avaliado apenas pela sua utilidade: foi criada para viver em conjunto na família, na comunidade, na sociedade, onde todos os membros são iguais em dignidade. E desta dignidade derivam os direitos humanos, bem como os deveres, que recordam, por exemplo, a responsabilidade de acolher e socorrer os pobres, os doentes, os marginalizados, o nosso «próximo, vizinho ou distante no espaço e no tempo”.

    Papa Francisco

    Contamos com toda a comunidade educativa nesta caminhada em busca de valorizar cada vez mais as relações interpessoais e respeitar as diferenças e a dignidade humana para manter um ambiente escolar saudável e seguro, construindo juntos a cultura do cuidado.